Experiências de Rosenhan

Um sítio sobre experiências mais ou menos vividas, música, cinema, livros, artigos, actualidade, (in)disciplinas e afins. Sobre tudo que pode ser quase nada, ou sobre nada que pode ser quase tudo. Sem hora marcada. Encontros sem sentido até serem explicados.

20 abril 2006

Apropriações

Depois de escutar isto: Pessoal e Transmissível - TSF (Emissão de 20 de Abril de 2006)
isto:

Há questão de 2 ou 3 dias, deparei-me pela primeira vez com Imogen Heap - Speak for yourself. Na altura, se muita coisa me agradou na sua música, outra tanta me desagradou (que é a mesma coisa que dizer: gostei com reservas). Mas o que me desagradou concretamente, ficou a pairar à espera de explicação (do que gostei adivinho menos pertinente explicar e/ou citar). Até que hoje (com a ajuda dos outros) uma explicação me satisfez: na música de Imogen Heap muita coisa ficou por omitir.
Numa música (falo agora em abstracto, não da citada) há coisas que não precisam de estar lá, que precisamos que lá não estejam. Necessitamos que nos dêem a quase certeza, mas não a certeza, o efectivo. Precisamos de abrir e adivinhar possibilidades para instantes musicais. Gostamos de encontar familiaridades e singularidades, não que nos apontem esta, esta e aquela.
Digam-nos apenas onde poderá estar o ouro, que o gozo maior para nós está no garimpar.
|| Experiência, quinta-feira, abril 20, 2006

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