isto:
Há questão de 2 ou 3 dias, deparei-me pela primeira vez com
Imogen Heap -
Speak for yourself. Na altura, se muita coisa me agradou na sua música, outra tanta me desagradou (que é a mesma coisa que dizer: gostei com reservas). Mas o que me desagradou concretamente, ficou a pairar à espera de explicação (do que gostei adivinho menos pertinente explicar e/ou citar). Até que hoje (com a ajuda dos outros) uma explicação me satisfez: na música de Imogen Heap muita coisa ficou por omitir.
Numa música (falo agora em abstracto, não da citada) há coisas que não precisam de estar lá, que precisamos que lá não estejam. Necessitamos que nos dêem a quase certeza, mas não a certeza, o efectivo. Precisamos de abrir e adivinhar possibilidades para instantes musicais. Gostamos de encontar familiaridades e singularidades, não que nos apontem esta, esta e aquela.
Digam-nos apenas onde poderá estar o ouro, que o gozo maior para nós está no garimpar.