Experiências de Rosenhan

Um sítio sobre experiências mais ou menos vividas, música, cinema, livros, artigos, actualidade, (in)disciplinas e afins. Sobre tudo que pode ser quase nada, ou sobre nada que pode ser quase tudo. Sem hora marcada. Encontros sem sentido até serem explicados.

15 abril 2006

Desconstruções

...andamos a desconfiar, com alguma insistência, das ideias originais...De onde vêm?... Quem as faz? De que material são feitas?... Quem faz as rupturas? E em que circunstâncias?
E os gostos?... Quem os tem?... Onde moram?...Quem os faz?
Disseram-nos para desconfiar dos sentimentos que querem ser maior do que nós e nos oprimem.
....andamos a desconfiar com alguma insistência do conhecimento... Onde conhecemos? Onde nos conhecemos? Sozinhos? Sem interlocutores? Sem espelhos? Sem refracções?
Em verdade, já algum tempo que desconfiamos de tudo isto (desde quando ao certo não sabemos), dizê-lo aqui é portanto mais uma oportunidade para cimentarmos as nossas desconfianças, uma oportunidade de preencher o espaço um pouco vazio que vai daquilo que negamos ao que exactamente acreditamos.
Abrimos a possibilidade (exercício meramente teórico e hipotético - que entretanto aprendemos) de virmos no futuro a acreditar naquilo que agora desconfiamos, mas cremos e queremos o lugar onde estamos neste momento.
A ouvir: Pedro Esteves e o seu Lado B (emissões de: 15 ; 8 de Abril e 2 de Abril de 2006) que a partir de hoje, se me é permitido, passa a ser um lado um bocado meu também. Música bonita vinda do novo éter, música para travar conhecimento e/ou revisitar.
Destaque: Os Climber - ou muito me engano ou vou ter mais uma companhia para o futuro. Não sei porquê (atribuição/subterfúgio de quem não é expert na matéria) mas faz lembrar-me...não me lembro,... Kings of Convenience?!...Radiohead?!...Sigur Ros?! Bem, não interessa, para todos os efeitos tem nome próprio e chamam-se Climber.
Favores em cadeia: Hoje se o meu dia tivesse nome de filme chamar-se-ia assim, se fosse um livro, seria talvez Pela Mão de Alice. "A minha Alice" hoje foi O Último Metro que como cicerone, para além da música, me fez o favor que eu descobrisse isto: "percebo entretanto que é verdade que crescemos, quando abrimos velhos livros e sublinharíamos outros versos", e posteriormente todo um blogue (para não errar não faço ainda nenhuma adjetivação, pois espero lá voltar muitas vezes) . Obrigado Último Metro, obrigado Little Black Spot.
|| Experiência, sábado, abril 15, 2006

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