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Nick Hornby no seu livro 31 canções a propósito de One Man Guy de Rufus Wainwright: "Eu bem tento não acreditar em Deus, como é evidente, mas às vezes acontecem coisas na música, nas canções, que me elevam de repente, e me fazem voltar atrás. (...) Na minha opinião, Ele* entra no início do segundo verso, quando Rufus e a sua irmã Martha começam a fazer harmonias" (p.39,40) .
*Ele = Deus
Ainda no mesmo livro desta vez a propósito de I'm Like a Bird de Nelly Furtado: "A canção que me tem posto agradavelmente doido nos últimos tempos é I'm Like a Bird de Nelly Furtado. A História há-de dizer se Ms. Furtado virá a revelar-se algum tipo de artista. E embora desconfie que ela não irá mudar a maneira como vemos o mundo, não posso afirmar que isso me incomode particularmente: ficar-lhe-ei eternamente grato por ter criado em mim a necessidade de ouvir a sua canção vezes sem conta. (...) Há um pequeno excerto de I'm Like a Bird, por exemplo, mais ou menos a meio, em que a voz é duplicada numa frase, e o efeito - especialmente em alguém que não seja músico, alguém que ame ame e aprecie música nas se deixe surpreender e seduzir pelos mais simples truques musicais - é de uma riqueza e de uma frescura viciantes". (p.28,29)
Hornby, N. (2005). 31 canções. Lisboa: Teorema