Experiências de Rosenhan

Um sítio sobre experiências mais ou menos vividas, música, cinema, livros, artigos, actualidade, (in)disciplinas e afins. Sobre tudo que pode ser quase nada, ou sobre nada que pode ser quase tudo. Sem hora marcada. Encontros sem sentido até serem explicados.

31 março 2007

Expectativas
amostra "Fake Empire" no myspace


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Trezidades


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2006 nunca se acaba (mesmo)



P.S: incluído nos melhores de 2006


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Já vai um geladito!



|| Experiência, sábado, março 31, 2007 || link || (0) comments |

O que é que a menina Laura tem? ou Como perder o Booker Prize

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Laura Veirs (LV), com quase toda a certeza, não ficará na história como uma “figura mítica” da música pop / folk / country contemporânea. A sua voz não é suficientemente extraordinária a ponto de se poder apresentar como contorcionista vocal em concorridas feiras de atracções. O seu virtuosismo na guitarra não é comparável ao virtuosismo de uma Ani DiFranco, (y) Gabriela (1), Kaki King, entre tantos outros (a não ser que aprenda a fazer Tapping e outros malabarismos rapidamente). As letras das suas canções (aqui a atoarda ainda pode ser maior que as anteriores, que me corrijam os literatos e / ou os anglófonos e me desculpem os ignorantes) ainda que bem diferentes das reivindicações de um tipo da Quercus (versão estereotipada) ou de meia dúzia de dogmas disparados por um fã do Bob Marley, vegetariano, não são a obra póstuma de um Walt Whitman. LV na composição, não apresenta soluções criativas dilacerantes da história da música. LV não tem uma cara, suficientemente larocas, a ponto que incontroláveis afecções passionais nos enviesem a audição, sobrevalorizando a sua música para um nível de outra forma inimaginável (coisa bem possível de acontecer por exemplo com Cat Power ou Aimee Mann. O que não quer dizer que aconteça. Ressalve-se convictamente. Ou talvez não). Ainda assim, o que é que a menina Laura tem então, que a faz tão especial? A resposta para isto é que a menina Laura tem um refinadíssimo sentido de melodia (harmonia), talvez com mais nenhum músico (Tony Carreira (2) talvez, mas só entram a concurso quem preencha também, entre outros, o critério de - soluções criativas na composição das músicas). Cada música da sua autoria é constituída por sucessivas lascas de ouro melódico (mas não placas de ouro - como algumas sublimes músicas de sublimes ou menos sublimes autores): uma lasca agora, outra quase logo a seguir, é assim, do princípio ao fim de cada música da sua autoria.
Já agora, aposto que se sentados naquele acampamento (que todos fizemos), e se ela lá tivesse estado, e se lhe tivéssemos dado um texto, ainda que de um discurso de Jorge Sampaio se tratasse, e uma viola para as mãos, lhe teríamos dito que ela era a mulher das nossas vidas.

nOTA e TGV: este poste para além de ter sido um profícuo estudo musicológico foi também um proveitoso exercício de introspecção e auto-conhecimento (no final, quando terminei de me conhecer, cheguei mesmo a ponderar fazer um expedição, a pé, ao Tibete. Mas como já me conheço agora, achei que independentemente de conseguir lá chegar ou não, a verdade é que é muito longe): senão vejamos o poste Ladies Night - e passo a citar: "Voltarei um dia mais tarde para falar de Cat Power, Fiona Apple, Aimee Mann e etc. Em etc., incluem-se vozes femininas com grão...". Apesar de o recurso estilístico utilizado ser poderoso e construir uma imagem visual que adjectiva o pretendido de forma sublime, não é mais que um equívoco, já que foi criado no período das trevas, i.e. no período do auto-desconhecimento. Quando se fez luz (i.e. entrada na era do auto-conhecimento) cheguei à conclusão verdadeira (por força do auto-conhecimento) que não se tratava de nada disso. Apesar do grão ser realmente grão, não era grão na voz das senhoras, mas sim grão nas calças do autor. Provavelmente por um mecanismo defensivo (mais uma conclusão valiosa, mérito exclusivo do auto-conhecimento), a minha consciência plena (conjunto de luz e trevas – i.e. auto-conhecimento mais auto-desconhecimento) não conseguiu aceitar esta verdade nua e crua, concordando com alguma relutância, como que soando a cedência, que talvez grão influencie grão(?). Qual o grão primordial? Esta é a próxima empreitada existencial, agora na era da luz, onde o auto-conhecimento é meu pastor e me protege da escuridão.
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|| Experiência, sábado, março 31, 2007 || link || (0) comments |

26 março 2007

Dozidades ou nem por isso

9 idades


2007 [clicar na imagem]

nem por isso

MMVI [clicar na imagem]


P.S: incluído nos
melhores de 2006
|| Experiência, segunda-feira, março 26, 2007 || link || (0) comments |

24 março 2007

Viver para contar II: coisas do passado, e assim, a propósito do latim e do canto gregoriano

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referenciado: http://padre-inquieto.blogspot.com/2007/03/quien-puedo-amar-don-jos-um-padre.html


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|| Experiência, sábado, março 24, 2007 || link || (0) comments |

Viver para contar: coisas do passado, e assim, a propósito do latim

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"No princípio era o Verbo, o Verbo estava junto de Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava, ao princípio, junto de Deus" (Jo 1,1-2)

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|| Experiência, sábado, março 24, 2007 || link || (0) comments |

Onzidades


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ou myspace


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22 março 2007

As minhas certezas absolutas de hoje dois:

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Não tenho dúvidas que o melhor jogador de futebol do mundo é o Cristiano Ronaldo!
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nOTA e TGV: mas tenho muitas dúvidas que não haja gente a pensar o mesmo.
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|| Experiência, quinta-feira, março 22, 2007 || link || (0) comments |

006 nunca se acaba - Operação Resgate



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nOTA e TGV: passagem para os melhores de 2006
|| Experiência, quinta-feira, março 22, 2007 || link || (0) comments |

Ele há coisas que não mudam!



Queixa das almas jovens censuradas

Dão-nos um lírio e um canivete
E uma alma para ir à escola
E um letreiro que promete
Raízes, hastes e corola.

Dão-nos um mapa imaginário
Que tem a forma duma cidade
Mais um relógio e um calendário
Onde não vem a nossa idade.

Dão-nos a honra de manequim
Para dar corda à nossa ausência.
Dão-nos o prémio de ser assim
Sem pecado e sem inocência.

Dão-nos um barco e um chapéu
Para tirarmos o retrato.
Dão-nos bilhetes para o céu
Levado à cena num teatro.

Penteiam-nos os crânios ermos
Com as cabeleiras dos avós
Para jamais nos parecermos
Connosco quando estamos sós.

Dão-nos um bolo que é a história
Da nossa história sem enredo
E não nos soa na memória
Outra palavra para o medo.

Temos fantasmas tão educados
Que adormecemos no seu ombro
Sonos vazios, despovoados
De personagens do assombro.

Dão-nos a capa do evangelho
E um pacote de tabaco.
Dão-nos um pente e um espelho
Para pentearmos um macaco.

Dão-nos um cravo preso à cabeça
E uma cabeça presa à cintura
Para que o corpo não pareça
A forma da alma que o procura.

Dão-nos um esquife feito de ferro
Com embutidos de diamante
Para organizar já o enterro
Do nosso corpo mais adiante.

Dão-nos um nome e um jornal,
Um avião e um violino.
Mas não nos dão o animal
Que espeta os cornos no destino.

Dão-nos marujos de papelão
Com carimbo no passaporte.
Por isso a nossa dimensão
Não é a vida. Nem é a morte.

Natália Correia
Poesia Completa
Publicações Dom Quixote
1999

referenciado em http://poesiaseprosas.no.sapo.pt/natalia_correia/poetas_nataliacorreia_queixadas01.htm
|| Experiência, quinta-feira, março 22, 2007 || link || (0) comments |

21 março 2007

As minhas certezas absolutas de hoje:

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18 março 2007

Experiências circulares

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»fazemos os gostos e os gostos fazem-nos«

»versão lengalenga: fazemos os gostos e os gostos fazem-nos, por isso gostamos de gostar do que gostamos«


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MMVI nunca se acaba





legenda das imagens
-"O que é que este gajo quer?!" -"Querem andar à porrada?"









P.S.: álbuns incluídos nos melhores de 2006


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o meu cartaz (miopia a 18 de março de 2007)



1º Acto - 28 de Junho Metallica
2º Acto - 3 de Julho Arcade Fire Bloc Party Klaxons Magic Numbers The Gift Bunnyranch
2º Acto - 4 de Julho Maximo Park LCD Soundsystem
2º Acto - 5 de Julho Scissor Sisters Interpol Underworld

fonte: http://www.musicanocoracao.pt/festivais/fest_superbock.html

Extenso Asterisco:

  1. critério do tamanho da letra: gosto e desconhecimento.
  2. pergunto-me se a inclusão dos Gift é para o people poder retirar-se para beber da produção do senhorio. Se for com esse propósito, aqui, fica o louvor.
  3. Este desdém excessivo e proventura injusto pelos Gift advém, segundo a pesquisa efectuada (c.f. Wikipédia a 18 de Março de 2007), do cristalino ou da córnea. Eu por mim supeito que seja mais da córnea, pois consensos excessivos desanimam-me (c.f. tamaho da letra dos Arcade Fire em "o meu cartaz"). Fica desde já o pedido de desculpa aos Gift e aos Arcade Fire, pois provavelmente passada a febre de sábado à noite (mais aplicável aos segundos pela dimensão universal do arrebatamento) cá estarei eu a postar sobre eles cheio de um entusiasmo serôdio* mas justo).
  4. *serôdio: o autor utiliza a palavra como forma de sedução / redenção pois, dada a alta probabilidade de ser desacreditado pelos numerosos e submissos leitores na casa dos trinta anos, ela pertence ao imaginário linguístico e emocional da franja da população-alvo citada. Pretende, com isto, reconquistar o afecto de quem o lê.
|| Experiência, domingo, março 18, 2007 || link || (0) comments |

13 março 2007

Sebastião José Sócrates - Transpirado ou Felizardo?

Vejo, neste momento, o programa Grandes Portugueses (RT1), e tenho que fazer um esforço para pensar que não foi o Marquês de Pombal que fez aquelas casas todas. O esforço é proveitoso porque me remete para a ideia que também não foi Cavaco Silva que fez as auto-estradas, nem será José Sócrates a fazer a OTA e o TGV.
Mas quando perder a atenção, que é coisa que se perde a cada passo, darei por mim a atribuir a Sócrates a fecundação e a parição de um aeroporto e de um comboio de alta velocidade.
Até quem só sabe que nada sabe percebe destas flutuações da atenção! Quanto mais um Marquês!
|| Experiência, terça-feira, março 13, 2007 || link || (0) comments |

05 março 2007

Anaïs Anaïs

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|| Experiência, segunda-feira, março 05, 2007 || link || (0) comments |

03 março 2007

Nails na TV - Obíquos filantropos


-Então se fossemos beber um copo?!
-Vamos antes tocar umas músicas!
-Ok, bute lá!
Alguém no público cochicha: -Quem são estes manes?
-Eu que sei, responde o amigo.
-São os Nails na TV, diz alguém mais atrás, um ubíquo filantropo.
-Então mas isto vai passar na TV?! ...Mas não está aqui quase ninguém?!
(...)
Quando a música acaba diz o amigo: -Estes gajos é que se passam!
O ubíquo filantropo, sorri, nos seus sonhos já tinha imaginado isto. Sorri de agredecido. Sorri de empatia porque imaginou que se não tivesse sonhado isto, ter-se-ia também espantado.
|| Experiência, sábado, março 03, 2007 || link || (0) comments |

Coisas infantis

Vou fazer o quê? Eu riu com isto!


referenciado em http://corpodormente.blogspot.com/
|| Experiência, sábado, março 03, 2007 || link || (0) comments |

Magic Numbers

Quem quiser saber os números do Euromilhões, antes do escrutínio, vá aqui!, Além dos números mágicos existe uma série de tesouros.





Ouvindo o concerto algumas ideias passearam na minha cabeça:
Se calhar, será sem pretensões de ganhar (e.g. o Euromilhões) que se ganha outras coisas.
Ou então, olhar o que se perde com resignação.
Olhar o prémio sabendo-o sempre provisório.

Arrancar da terra a terra com as mãos, para depois espalhar, deixando cair suavemente por entre os dedos, a terra feita areia, pela cabeça das personagens que connosco se cruzam nos dias.


P.S: Those the Brokes dos Magic Numbers passa a constar dos melhores de 2006
P.S.D: Quando é que vou acabar a lista de 2006? Valha-me Deus!
|| Experiência, sábado, março 03, 2007 || link || (0) comments |