Ainda não vai muito tempo desde que fiquei a conhecer estas duas senhoras, já não me lembra ao certo quem me fez notar nelas, se foi o Indigente ou o Coyote (ambos programas da Antena 3), ou o João Bonifácio numa das suas apreciaçoes semanais, sempre conhecedoras e corrosivas, no Suplemento Y do Público. Sei que desde então, tem sido uma constante torrente de informação a entrar-me pelos olhos e/ou ouvidos sobre estas duas senhoras. Da primeira fixei que se chama Chan Marshall e que lança discos com a mesma prontidão que um Lars Riedel ou um Virgilijus Alekna mas que muitas vezes esses arremessos são fracos ou nulos. Da segunda constou-me que o último álbum, este, já tinha saído dois anos antes de sair.
Relativamente às duas músicas que destaquei, elas são responsáveis, respectivamente, por ainda não ter dado a atenção necessária ao resto do álbum. São duas músicas fantásticas!
Se a senhora Chan Marshall oscila, como dizem, entre o muito maú e o muito bom (algumas músicas que ouvi dela são meio sonsas (sem sal), tenho que concordar), quando no futuro nos depararmos com algo sofrível da sua autoria, saberemos que isso não é mais que prenúncio do devir de um novo amor. Desculpem o jeito condescendente, mas músicas destas obrigam-me a sê-lo.
Voltarei um dia mais tarde para falar de Cat Power, Fiona Apple, Aimee Mann e etc. Em etc., incluem-se vozes femininas com grão (nada de confusões: não tenciono introduzir uma secção de culinária no blogue), isto é, vozes que sabemos que chegaram de longe para nos contarem /cantarem estórias matizadas de muitos sentimentos e experiêcias mais ou menos pessoais e transmissíveis.